Pesquisa indica aumento da inadimplência das famílias

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06 set Pesquisa indica aumento da inadimplência das famílias

A ausência de sinais mais contundentes de recuperação no mercado de trabalho levou a uma piora nos indicadores de inadimplência das famílias em agosto, informou ontem a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade anunciou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (Peic) de agosto.

No levantamento, a parcela de famílias endividadas ficou em 58% de agosto, fatia igual a de agosto do ano passado, e levemente acima de julho deste ano (57,1%). Entretanto, a fatia de endividados que declararam estar com débitos em atraso foi de 24,6% em agosto, acima de julho (24,2%) e de agosto do ano passado (24,4%), sendo a maior desde novembro de 2010 (24,8%). Além disso, o percentual de famílias que informaram não ter condição de quitar suas dívidas foi de 10,1% em agosto, acima de julho (9,4%) e de agosto do ano passado (9,4%), sendo a maior desde janeiro de 2010 (10,2%).

A economista da CNC, Marianne Hanson, comentou que as famílias já operam com alto grau de endividamento, sem margem para adquirir novos empréstimos. Esse fator fez com que o volume de famílias endividadas não aumentasse muito, em meados deste ano. No entanto, comentou que o fato de as famílias contarem com grande parte do orçamento já comprometido com pagamento de dívidas dificulta pagamento de débitos já contraídos.

Um dos aspectos que mais contribui para o ainda apertado orçamento das famílias é a falta de retomada mais expressiva do emprego. Ela admitiu que houve alguns sinais positivos em indicadores como o do Caged. Mas os sinais são insuficientes para fazer diferença no pagamento de dívidas das famílias, comentou.

Fonte. Valor Economico

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